Quais os efeitos da pandemia e como investir nesse período?

Papo IOUU

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Embora muitos anseiem pela retomada da economia brasileira, este cenário ainda está distante. A crise causada pelo novo coronavírus está longe de acabar, e ainda vemos seus efeitos em outros países. Nem por isso, entretanto, os investimentos devam deixar de ser feitos.

O que ocorre é que, na realidade, se faz necessária uma melhor análise da situação atual antes de apostar. Diversos mercados foram atingidos pela pandemia e o fechamento do comércio, e algumas opções antes vantajosas passaram a ser descartadas.

Se este é o momento em que você está, este texto é ideal. Aqui você encontrará os principais efeitos causados por toda essa crise, assim como sugestão de investimentos para o período de retomada da economia.

A retomada da economia brasileira

Ainda que a reabertura do comércio e o afrouxamento da quarentena sejam o principal desejo dos brasileiros, há outros problemas com que se preocupar. A retomada da economia brasileira deve se dar após tudo isso, mas somente se houver um cenário favorável a tais medidas. Assim, o que deve ditar a volta da atividade econômica é a situação hospitalar e o comprometimento da população com o confinamento.

Os efeitos da pandemia no Brasil

Como já é de conhecimento público, a crise causada pelo novo coronavírus afetou diversos mercados. De fato, são tantos impactados que fica difícil acompanhar todos os desdobramentos da pandemia. Assim, abaixo você conhecerá alguns dos principais efeitos que acometeram o Brasil.

Preste bastante atenção em cada um deles e, principalmente, como eles podem te afetar. A melhor dica para investir é estar bem informado, fazendo desse um excelente exercício para analisar o futuro.

Alta do dólar

retomada da economia
Não é novidade alguma que o câmbio depende diretamente de diversas situações. Não somente o dólar, mas todas as moedas são impactas pelas inúmeras notícias que percorrem o mundo a cada segundo.

No caso do Brasil, o que ocorre é que a instabilidade política e econômica acaba por afetar de forma certeira o Real. Com a moeda perdendo seu valor frente ao mercado mundial, o que se vê são valores nunca antes vistos.

Durante a crise do novo coronavírus, o Real chegou a uma desvalorização recorde, alcançando à cotação de um dólar por R$5,74 durante os negócios. Ajudaram nessa situação as complicações políticas vistas no governo durante esse período. A máxima histórica do câmbio foi averiguada, justamente, durante o pronunciamento do agora ex-ministro Sergio Moro.

Para quem trabalha com importação ou exportação, esse é um dado extremamente relevante. Por mais que haja uma retomada da economia regional, o câmbio pode afetar os negócios independentemente.

Queda da bolsa

pandemia crise
Outra informação bastante importante para quem investe é a bolsa de valores. A Bovespa, que é o maior índice brasileiro, indica queda nos últimos meses, principalmente por conta do novo coronavírus.

Se observados dados de janeiro a abril de 2020, é possível analisar uma queda de quase 50% no índice. Novamente, fatores políticos também afetaram as ações na bolsa, mas não somente eles.

Informações internacionais são muito analisadas, em especial aquelas dadas por especialistas e chefes de estado. O anúncio da retração da economia de países como Estados Unidos, Alemanha e França, por exemplo, levou o índice a valores bem abaixo da normalidade.

Grandes empresas que possuem ações na bolsa também influenciaram a queda. Sem a retomada da economia prevista para maio, as expectativas de lucros caíram, e consigo levaram a confiança do investidor.

Aumento do desemprego

retomada da economia


Mais um número interessante a se analisar em períodos como esse é o desemprego. A taxa é importante para entender o poder de compra da população e, assim o futuro de todo o mercado. Explica-se: quanto mais gente desempregada, menos dinheiro gira.

Dessa forma, o aumento dos trabalhadores em casa representa um grande risco à retomada da economia. Nesse cenário, as pessoas evitarão gastar seu dinheiro com itens supérfluos, focando nas necessidades básicas.

Analisando a série histórica disponibilizada pelo IBGE, percebe-se que o número está encostando na alta vista no início de 2017. Na época, a porcentagem de brasileiros esperando por um emprego chegou a 13,7%. No primeiro trimestre de 2020, o valor chegou à casa dos 12,2%.

Recessão econômica

pib brasil 2020


Junto a tudo isso, as perspectivas para o crescimento da produção na maioria dos países começam a cair. No caso do Brasil, o país já prevê uma recessão após dois anos com o PIB crescendo.

Analisando-se os números desde 2012, é possível perceber uma dificuldade em se igualar os valores alcançados em 2013. Com crescimento de 3% do produto interno bruto, o ano foi o último com tal melhora.

Depois disso a economia brasileira verificou um crescimento de menos de 1% em 2014, seguido por dois anos de recessão. Após um período de três anos com crescimento na casa do 1%, o país deve verificar novamente uma queda, semelhante à vista entre 2015 e 2016.

Para 2021, a expectativa é voltar a crescer, ainda que tal afirmação dependa ainda da agilidade como o país e o mundo lidam com a pandemia.

Mercados afetados

retomada da economia


Como em qualquer crise, há mercados que conseguem prosperar, enquanto outros são mais afetados. Na situação atual, diversos são os empresários apreensivos a respeito do futuro, mas alguns se destacam.

O mercado de viagem e turismo é um dos que mais sofre com as restrições causadas pelo novo coronavírus. Aeroportos estão vazios, assim como hotéis, rodoviárias e agências de turismo. Sem previsão de volta, este é um nicho que apresentará maior dificuldade em se reerguer.

Outro negócio a sofrer diretamente com a pandemia é o de eventos. Shows e espetáculos foram cancelados, especialmente por conta das grandes aglomerações. O veto deve continuar por tempo indeterminado, o que assusta ainda mais. Eventos particulares também sofreram quedas, em especial de festas e casamentos.

Diversos outros mercados também sofreram e ainda sofrerão com toda essa situação. A menos que a retomada da economia ocorra inesperadamente rápido, se faz necessário analisar bem o nicho em que se vai investir pelos próximos meses.

Confiança do consumidor

confiança do consumidor


Ainda que não seja possível prever o futuro, há maneiras de se analisar as tendências para os próximos meses. Uma delas é buscar dados a respeito da confiança do consumidor, ou seja, o quão confiante ele está para gastar seu dinheiro.

Ao se analisar esses dados, entretanto, a percepção que se tem é que a população deve ser mais cautelosa no futuro próximo. Segundo dados do ICC — Índice de Confiança do Consumidor, distribuído pela Fecomercio-SP —, os valores estão em queda brusca.

Depois de um período de otimismo, em que o índice subia ao final de 2019, os valores começaram a despencar. A partir de fevereiro os consumidores passaram a ficar com medo, o que fica demonstrado na queda de mais de 10% entre março e abril de 2020.

Enfraquecimento das grandes empresas

RETOMADA DA ECONOMIA


Muitas pessoas imaginam que, em momentos como esse, as grandes empresas estão tranquilas. Com lucros na casa dos bilhões de dólares, elas devem ter dinheiro o suficiente para sair da crise ilesas.

A realidade, porém, é bastante diferente. Com grandes estruturas e milhares de colaboradores, as grandes companhias sofrem para se manter ativas na produção dos bens e serviços que a população necessita.

Com grandes quedas de faturamento, algumas empresas já anunciaram falência, enquanto outras se movem para que isso não ocorra. Como pode-se prever, as mais afetadas são aquelas que fazem parte dos mercados atingidos. Sem uma retomada da economia, mais empresas gigantescas poderão deixar de existir.

Crise das micro e pequenas empresas

pequenas empresas


Do lado oposto das grandes companhias estão as micro e pequenas empresas. Geralmente familiares e com poucos funcionários, essas são as que mais sofrem nesse período de incertezas e medos.

Em sua grande maioria, elas não possuem capital de giro para aguentar 30 dias sem faturar. Pior que isso, muitas já adentram o segundo mês de paralização, ainda sem confirmação de quando poderão retornar.

Com isso, os índices de endividamento da classe tendem a crescer, assim como a taxa de empresas falidas. Para evitar esse colapso, muitos empresários buscam por alternativas de crédito, mas esbarram na burocracia e altas taxas dos grandes bancos.

Ajude os outros e invista no seu futuro

Em situações tão incertas como a que se vive neste momento, ter a segurança de fazer um bom investimento é ideal. Além disso, auxiliar o mercado local é uma das melhores formas de ajudar na retomada da economia do país. Assim, considere a possibilidade de auxiliar os outros ao mesmo tempo em que pensa em seu futuro.

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