O que é o empréstimo peer-to-peer?

Papo IOUU

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Se, para financiar o seu negócio, você pudesse escolher entre solicitar um empréstimo no banco ou pedir dinheiro a um amigo, qual seria a escolha mais barata? Provavelmente o amigo, certo? Mesmo se ele for muito preocupado com o patrimônio e decidir cobrar juros, ainda assim as condições serão melhores do que as praticadas por um banco.

Agora, e se você não tiver um amigo com recursos para emprestar? É aí que entra o empréstimo peer-to-peer. Acompanhe esse post e descubra o que é isso!

Como funciona?

Peer-to-peer é uma expressão em inglês cuja tradução literal é “parte a parte”. Na prática, uma operação peer-to-peer é aquela que conecta uma pessoa que tem algo a oferecer com alguém que precisa deste algo. Um empréstimo peer-to-peer, portanto, é uma operação de crédito onde quem tem dinheiro empresta para quem precisa.

Por que fazer um empréstimo peer-to-peer?

Normalmente, o empréstimo peer-to-peer é utilizado para financiar pequenos negócios. Isso porque empreendedores precisam de capital barato para expansão, ou mesmo para capital de giro. E as opções existentes no mercado não atendem às necessidades do empreendedor, por diversas razões:

  • Juros elevados: as taxas variam de 12,5% ao ano (Proger Urbano Empresarial) a 150% ao ano (crédito para capital de giro em bancos privados). Só para comparação, o Finame do BNDES cobra 9% ao ano de empresas médias e grandes.
  • Burocracia: a concessão de crédito bancário depende da apresentação de documentos e a avaliação de crédito é lenta e burocrática.
  • Percepção de risco elevada: para um banco comercial, um pequeno negócio apresenta risco maior do que um grande negócio, com fluxo de caixa elevado. Isso eleva os juros e dificulta a avaliação de crédito.

No empréstimo peer-to-peer, a taxa de juros é menor porque a avaliação de risco é diferenciada. Além disso, instituições de crédito peer-to-peer não precisam arcar com os custos de burocracia típicos de um banco. Por utilizarem muita tecnologia, elas pesam menos no bolso do empreendedor.

Como são calculados os juros do empréstimo?

Na ponta de quem investe, emprestar dinheiro no modelo peer-to-peer remunera melhor do que deixar o dinheiro no banco. Para financiar seus empréstimos, o banco pega dinheiro emprestado do mercado por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Para valer a pena para o banco, o juro pago pelo CDB precisa ser menor que a taxa Selic, paga pelo governo para quem compra títulos do Tesouro. Normalmente, a taxa adotada é o juro DI, sigla que dá nome aos depósitos interbancários ou empréstimos realizados entre os bancos.

Por essas razões, o juro DI futuro para 12 meses em 30 de novembro de 2016 era de 11,92% ao ano (fonte: BM&FBovespa), abaixo da taxa Selic, fixada neste dia em 13,75% ao ano. Um banco pode pagar mais do que a Selic em duas situações:

  • Quando seus investimentos têm retorno em média bastante superior ao dos títulos do governo, o que acontece quando se opera com crédito pessoal, por exemplo.
  • Quando o banco está com problemas de caixa e precisa de dinheiro desesperadamente.

Já em uma operação peer-to-peer, como o investidor empresta diretamente ao devedor, o retorno pode chegar a 30% ao ano, ou seja, mais que o dobro do juro DI. Isto acontece porque o spread, ou seja, a diferença este o valor pago pelo dinheiro ao investidor e o cobrado do devedor, é menor em um empréstimo peer-to-peer. Isso permite cobrar um juro menor do empreendedor e remunerar melhor o investidor.

O que faz uma instituição de crédito peer-to-peer?

Nesse tipo de operação, o papel da empresa é conectar investidores e empreendedores. É como se fosse um marketplace de crédito, como o Uber para transporte ou o Mercado Livre para produtos. Uma empresa de crédito pode ser remunerada pelo spread entre o juro do empreendedor e o pago ao investidor ou por taxas de intermediação. Nos dois casos, pela simplicidade da operação, o impacto no custo final é pequeno.

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