O que é IGP-M: guia definitivo do Índice Geral de Preços do Mercado

Papo IOUU

leitura de 15 min

Onde investir

Onde investir Em pleno momento tecnológico e cheio de oportunidades que vivemos no meio digital, qua...

leitura de 9 min

Investir é uma tarefa muito mais fácil quando você entende e aplica os conceitos econômicos no seu dia a dia. Por exemplo, você não precisa responder como um especialista o que é IGP-M, mas é fundamental entender a relação do Índice Geral de Preços do Mercado e o impacto que ele causa na variação dos preços daquilo que consumimos.

Investir é uma tarefa muito mais fácil quando você entende e aplica os conceitos econômicos no seu dia a dia. Por exemplo, você não precisa responder como um especialista o que é IGP-M, mas é fundamental entender a relação do Índice Geral de Preços do Mercado e o impacto que ele causa na variação dos preços daquilo que consumimos.

Aliás, não existe uma fórmula mágica que faça um investidor ganhar muito dinheiro. Na verdade, uma série de coisas contribuem para tal sucesso. Mas uma dica é inevitável para isso ser possível: a capacidade de prever acontecimentos.

Graças a economia temos ferramentas que tornam possível fazer essa “mágica” da previsão. O Índice Geral de Preços do Mercado, neste caso, contribuí justamente no processo de evitar surpresas no orçamento.

Ao longo do texto você irá aprender tudo sobre o que é IGP-M, como ele é calculado, de que forma afeta seu investimento, a relação com o mercado imobiliário e porque é preciso ficar de olho nesse índice.

Continue acompanhando esse conteúdo e esteja preparado para investir com maior segurança!

IGP-M e IPCA, os “primos” distantes

Existe uma enorme relação entre o IGP-M e um outro índice considerado como a taxa oficial da inflação, o IPCA. Ambos possuem muitos objetivos que se convergem, mas uma das principais diferenças está no responsável pela elaboração das pesquisas.

O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é o responsável pelas pesquisas mensais do Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Já o Índice Geral de Preços do Mercado, IGP-M, é responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas, FGV.

Agora você pode estar questionando, o que de fato significa essa diferença? Bom, “primos” são próximos, mas não iguais. No nosso caso, o fato da FGV e o IBGE serem a explicação para a divergência está associado aos interesses dessas instituições.

A FGV pertence ao setor privado, logo os interesses envolvidos na elaboração do levantamento podem mudar para um outro órgão que está relacionado ao governo – o IBGE, neste caso. Portanto, existe uma conclusão entre investidores que o valor do índice pode refletir os interesses do responsável.

Todavia, não se trata de colocar em prova a veracidade dos levantamentos, mas de questionar os que retratam melhor a realidade.

Tanto que, através de uma rápida pesquisa, fica evidente que os valores das duas taxas possuem um comportamento parecido ao longo do tempo, o que permite concluir que ambos os levantamentos são de total confiança.

Resumindo, sabemos que o IGP-M é um índice elaborado pela FGV, e que isso é uma das divergências com o IPCA. Mas e as semelhanças? Por meio da explicação sobre o que é IGP-M vamos entender o existe de similar entre os “primos”.

IGP-M: definição e características

A partir do significado da sigla IGP-M, Índice Geral de Preços do Mercado, já é possível fazermos algumas conclusões. O nome nos remete a um número que mede o preço médio de itens de consumo do mercado.

De certa forma está correta essa relação, o que precisa ser adicionado é uma explicação técnica. Assim, o IGP-M é o índice que mede a variação de preços de diversos setores, desde matéria prima industrial, insumos agrícolas, itens de consumo, serviços e etc.

Dentre as semelhanças que afirmamos existir com o IPCA, está o principal fato de que ambos são indicadores utilizados para medir a inflação. Já falamos bastante sobre esse tema neste outro artigo aqui, agora ele retorna para conversa no momento em que vamos esclarecer a definição de IGP-M.

Basicamente, inflação é um fenômeno em que os preços gerais da economia sofrem uma elevação. Para medir quanto foi esse aumento existem diversos índices, dentre eles o IGP-M.

Mensalmente, a FGV divulga o dado atualizado, sendo que ao longo de um ano temos o acumulado, que é o valor mais aplicado pelo mercado para fins de outros cálculos. A pesquisa sempre é realizada entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual.

A propósito, o IGP-M acumulado é muito utilizado na prática para um objetivo que você deve conhecer na prática: o aluguel.

Aluguel e IGP-M, o que tem a ver?

Essa com certeza é a aplicação na prática do IGP-M mais conhecida por todos. Se você já foi locatário de algum imóvel é natural que tenha notado essa sigla presente no contrato de aluguel.

Isto porque o IGP-M é muito utilizado para fins de cálculo de reajustes anuais de imóveis alugados. Desta maneira, quando seu aluguel sobe é através do percentual acumulado que é calculado o novo preço.

O IGP-M 2018, por exemplo foi de 6,74%. Com esse número em mãos você pode fazer simples multiplicações e chegar ao resultado de quanto por cento do valor total do aluguel equivale o índice.

Em uma simulação, se o imóvel alugado custa mensalmente R$ 1.100,00 – e considerando o valor do IGP-M 201 -, você pode multiplicar a porcentagem convertida p/ decimal (6,74% / 100) pelo aluguel (0,0674 x 1.100) e chegar ao preço de R$ 74,14, que será o quanto que deve aumentar o valor pago.

Além disso, para um outro objetivo o IGP-M é bastante recorrente e que tem total a ver com o seu dia a dia: reajustes no preço da energia elétrica.

Lembra o que comentamos lá no início, que investir é fácil quando a economia é aplicada no dia a dia? Então, o aluguel subiu? ou a conta de energia? Antes que o aumento chegue de surpresa, você pode se precaver e com a taxa do IGP-M prever o quanto ficará mais caro – sem impactar tanto os valores mensais que você investe.

Mas para isso é necessário entender tudo sobre o índice. Por isso vamos dar mais um passo no nosso aprendizado e conhecer agora como chegam ao valor do IGP-M, vamos lá?!

Descubra como a FGV realiza o cálculo do IGP-M

Em janeiro de 2019 o valor divulgado do IGP-M acumulado esteve na casa dos 6,74%, mas o que isso representa? Bom, esse dado é apenas um número se não soubermos entender como a FGV chega nele. Por isso, agora é a hora de aprender sobre a formação do índice.

Podemos dizer que o IGP-M é um grande mix de diversos outros indicadores, isto porque os 6,74% de janeiro/19, por exemplo, é composto por um cálculo que considera três índices: IPA-M, IPC-M e INCC-M.

Tanta letra assim deve dar um nó na sua mente, né? Até economistas se confundem com as dezenas de siglas, mas o que você precisa saber sobre estas três taxas é o seguinte:

  • 60% do IGP-M é composto pelo Índice de Preços por Atacado – Mercado: o IPA-M mede a variação de preços de insumos agrícolas e industriais comercializados entre as empresas, antes do produto chegar ao consumidor.
  • 30% do IGP-M é composto pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mercado: o IPC-M mede justamente a variação de preços do mercado varejista, isto é, o consumo majoritariamente das pessoas físicas.
  • e 10% do IGP-M é composto pelo índice Nacional do Custo da Construção – Mercado: o INCC-M avalia a evolução dos custos das construções habitacionais.

Os três indicadores citados como referência para a formulação do valor do IGP-M também são levantados pela FGV. A razão para elaboração de tantos indicadores é devido ao esforço de buscar o retrato mais fiel de diversos setores da economia.

Chegando até aqui é possível fazer um resumo do que aprendemos até o momento, e também mencionar algumas informações que vão ajudar a entender de maneira ampla o conteúdo sobre o que é IGP-M. Assim:

Explicação resumida sobre o que é IGPM


Simples, não? Caso tenha alguma dúvida, talvez seja em relação a duas siglas que citamos acima, o IGP-DI e o IGP-10. Trata-se de dois outros indicadores que comparado ao IGP-M possuem como diferença apenas o período de coleta de dados.

O IGP-DI considera o espaço que vai do dia 1 ao dia 30 do mês. E o IGP-10 utiliza o período do dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês corrente. Ambos medem a evolução do preços dos mercado, são indicadores da inflação.

Por servir como um retrato da economia no momento é esperado que uma alta ou queda no valor do índice seja resultado de um conjunto de decisões políticas e financeiras.

Hoje em dia podemos considerar que estamos diante de uma estabilidade econômica, justamente porque os primeiros registros do IGP-M apresentam valores muito acima do que os atuais.

Podemos ver isso na tabela a seguir:

Fonte: Portal Brasil

Esse sobe e desce representa bem os problemas vivenciados no país antes da vigência do Plano Real, quando a inflação era responsável por corroer seu dinheiro diariamente. Muito diferente por exemplo, do IGP-M 2018 mês a mês que segue a baixo:

Tabela com valores do IGPM 2018 mes a mes

Fonte: Portal Brasil

São valores que seguem uma expectativa do mercado, e que demonstram a tal estabilidade que foi comentada. Se compararmos com o IGP-M 2017 fica ainda mais claro como mesmo dentre um ano corrido a evolução de preços seguiu um comportamento controlado:

Tabela com valores do IGPM 2017 mes a mes

Fonte: Portal Brasil

Conclui-se então que uma alta no valor do IGP-M significa, em um primeiro momento, que o aumento generalizado dos preços da economia foi mais acentuado e de maior impacto. Depois, que provavelmente o seu aluguel sofrerá um reajuste superior ao último.

o significado de uma queda do IGP-M tem a ver não necessariamente com uma economia, mas que o aumento será menor comparado ao do ano anterior. Acontece que o valor pode variar tanto positivamente quanto negativamente.

Como o IGP-M é usado principalmente para fins de reajustes de aluguel quando o índice variar negativamente a parcela do imóvel, em teoria, deveria ficar mais barata. Mas sabemos que, na prática, isso não acontece.

Neste caso, as imobiliárias não repassam um valor mais barato para os locatários, o que significa que naquele ano o contrato não será reajustado. Isso ocorre para que o proprietário do imóvel não perca o poder de compra do seu dinheiro.

Você que chegou até aqui deve estar achando que por não ter um contrato de aluguel ter acompanhado o guia definitivo sobre IGP-M possa ter pouca aplicação no dia a dia, mas o Índice Geral de Preços do Mercado é usado para outro objetivo e que pode te trazer muito dinheiro!

Os investimentos em IGP-M

Não são apenas locatários e locadores que devem ficar olhos abertos ao IGP-M. Os investidores principalmente podem se beneficiar desse índice ao utilizar ele no momento correto.

Na economia, indexadores são taxas que estão associadas a preços do mercado, de contratos, de títulos e etc. Isso quer dizer que o valor de algo estará atrelado ao desempenho do índice indexado em questão.

Por exemplo, já falamos sobre um outro indexador muito recorrente aos investimentos, a taxa Selic. Caso tenha esquecido, você pode lembrar tudo sobre o que é Selic aqui, e assim dominar mais um assunto do dicionário dos investidores.

E como a taxa Selic, o IGP-M está indexado à diversas aplicações disponíveis para compra no mercado de renda fixa. As principais em questão, são títulos do Tesouro IGP-M, Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio.

O Tesouro IGP-M é um papel emitido pelo governo federal para financiar as contas públicas. Dizemos se tratar de um investimento híbrido, pois ao adquirir o título é combinado um valor a receber, somado ao valor da taxa IGP-M no período do vencimento.

Cadastre-se e seja um investidor da IOUU


Esclarecendo ainda mais, se diz híbrido porque o ganho será uma parte fixo e definido, e a outra parte, será dependente do desempenho do índice, uma rentabilidade variável.

As Letras de Crédito não fogem dessa explicação, com a diferença de ser emitido para o mercado imobiliário ou para o agronegócio. Por isso é importante acompanhar o desempenho do IGP-M nesses casos, porque pode definir se o retorno recebido será maior ou menor.

O mercado de renda fixa citado é aquele em que as negociações de aplicações possuem rentabilidade total, ou parte dela definida previamente. Logo, garante uma segurança considerável, mas não anula os riscos.

O aluguel pode ser um investimento, dependendo da perspectiva analisada. Se esse não for o caso, existem diversas opções para investir em aplicações. Nas duas situações o sucesso é alcançado somando objetivos claros e muito conhecimento!

Por tudo isso que este material é extremamente valioso para você, que deseja começar investir ou até mesmo já realiza investimentos e deseja ganhar mais.

Dúvidas? Deixe aqui seu comentário, ou compartilhe nas redes sociais com seus amigos! Estamos no Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin, acesse e confira!

Conheça a IOUU e invista seu dinheiro de modo rápido, transparente, com altas taxas de retorno e 100% online

Assine a newsletter da IOUU e mantenha-se atualizado com as notícias do mercado!

imagem-01-blog

Quem viu esse post também curtiu:

Economia Compartilhada: o que é e como utilizar es...

Muito provavelmente você já ouviu o termo economia...

leitura de 9 min

Newsletters de economia: 7 opções para entender o ...

Uma boa forma de estar atento a tudo que acontece ...

leitura de 13 min

5 Podcasts sobre Economia que você precisa conhece...

Ouvir a podcasts sobre economia está ficando cada ...

leitura de 9 min