Novos hábitos de consumo: seu negócio está preparado?

Papo IOUU

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Que os hábitos de consumo de todo o mundo mudaram durante a pandemia não é novidade alguma. Pesquisas apontam que o confinamento atingiu em cheio as famílias brasileiras, especialmente na forma como consomem.

Da geração Y aos baby boomers, todos foram impactados pelas mudanças, de forma consciente ou não. O resultado, portanto, é uma nova maneira de viver e consumir que, ao que tudo indica, continuará mesmo após a flexibilização da quarentena.

A pergunta que fica, então, é se sua empresa está pronta para lidar com esses novos hábitos de consumo. Para analisar isso mais afundo, confira abaixo quais são essas mudanças e comece a planejar sua estratégia de adaptação!

Os novos hábitos de consumo do brasileiro

Depois de meses em casa, é natural que os brasileiros pratiquem, a partir de agora, novos hábitos de consumo. Embora ainda seja cedo para definir ao certo quais serão as mudanças, algumas tendências já começam a se mostrar, como:

  • Aproveitar a casa
habitos de consumo pandemia


Segundo a pesquisa Observatório Febraban, encomendada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os números confirmam que o brasileiro ficará mais em casa após a pandemia. Quando perguntados sobre a frequência com que planejavam frequentar certos estabelecimentos, os entrevistados deixaram claros seus novos hábitos de consumo.

Supermercados (67%), salões de beleza (58%) e comércio de rua (45%) foram os únicos itens a aparecer com aumento de frequência. Nos casos de shoppings (45%), bares e restaurantes (46%) e agências bancárias (48%), a maioria afirmou que pretende diminuir a frequência de visita no pós pandemia.

Os dados demonstram um novo conceito de vida, especialmente nas grandes cidades. As pessoas aprenderam a curtir suas casas, e não pretendem mais sair delas a todo o momento. Boa parte disso diz respeito às novas facilidades que a quarentena trouxe as suas vidas.

Para as empresas, é interessante ter esse dado e se movimentar nesse sentido. Investir em facilidades para os consumidores é uma tendência do mundo pós pandemia.

Compras online

compras online pandemia


Seguindo essa tendência de ficar mais em casa, as pessoas perceberam que é bem mais simples comprar produtos sem sair. Dessa forma, espera-se que o comércio eletrônico continue em crescimento, enquanto alguns pontos físicos comecem a ver seus números caírem.

De acordo com uma pesquisa da Ebit / Nielsen, a receita do ecommerce cresceu 42% entre março e abril quando comparada ao mesmo período do ano passado. O valor é significativo, mas, mais do que isso, representa uma tendência, e não um retrato estático.

Um fato interessante nessa discussão é que, ao contrário do que muitos podem pensar, não foram apenas as roupas e os eletrônicos que apresentaram crescimento. Itens antes esquecidos no comércio eletrônico passaram a encher carrinhos digitais por todo o país. Exemplo disso são itens de limpeza, remédios, alimentos e bebidas.

Tal constatação se faz importante para qualquer comerciante que não trabalhe, ainda, com canais digitais. Independente de qual for o escolhido, se faz urgente a necessidade de oferecer seus produtos e serviços ao consumidor final através da internet.

Delivery de alimentos

habitos de consumo delivery


Outro ramo bastante afetado por toda essa situação foi o de bares e restaurantes. Em sua grande maioria, eles permaneceram fechados por, ao menos, três meses, o que levou muitos a falência inclusive.

Para evitar essa situação, alguns estabelecimentos apostaram no serviço de delivery. Muito mais do que os pratos comuns, entretanto, novas opções surgiram, e basicamente tudo é possível de ser entregue. De sorvete de casquinha a fondue de chocolate, não há nada que um motoboy não possa te levar.

Engana-se, entretanto, quem imagina que essas são ações pontuais, que acabarão após a pandemia. O público já se acostumou a tudo isso, e em seus novos hábitos de consumo estarão, com certeza, essas facilidades.

Dessa forma, empresas que atuam no mercado de alimentação deverão investir em tecnologia e logística para tornar possível o serviço de delivery. Independentemente do prato, ele terá que ser planejado para sobreviver a uma viagem e chegar intacto, crocante e fresco ao consumidor.

Home office

home office pandemia


Por fim, mas definitivamente não menos importante, está um hábito não de consumo em si, mas de trabalho. Não adianta, o home office veio para ficar, e empresas e funcionários por todo o mundo deverão se adaptar a ele.

Além da facilidade de trabalhar de sua própria casa, o que se vê também é uma grande economia para as companhias. Sem a necessidade de investir em grandes estruturas, basta disponibilizar um computador e um celular que o colaborador poderá exercer sua atividade de onde for. São os benefícios da tecnologia.

Como qualquer outra mudança, é natural que haja, também, os desafios. O maior, nesse caso, é o de adaptar sua rotina — e de sua família — ao trabalho. Não é porque está em casa que está descansando. Ainda assim, são pequenos obstáculos perto das diversas vantagens.

Gigantes da indústria já afirmaram que o estilo de trabalho continuará depois da pandemia. É o caso de Microsoft e Google, que anunciaram a adoção do modelo até o fim de 2020. Outras empresas já admitem adaptar parte de seus funcionários ao home office definitivamente.

Os novos hábitos de consumo e as empresas

Como é possível perceber, as mudanças causadas por toda essa situação serão muito maiores do que estamos vendo. Diversos mercados serão alterados para sempre, assim como os hábitos de consumo da população ao redor do globo.

Em momentos como esse, porém, não adianta se desesperar. Essa é a hora de estudar todas as possibilidades e traçar um plano estratégico para se adaptar ao novo mundo. Com a evolução da tecnologia e a mudança do pensamento do público, é possível adequar praticamente qualquer empresa a esse mundo mais digital e confortável.

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