Desvendando tudo sobre o spread bancário

Papo IOUU

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O Brasil é o país com o segundo maior spread bancário do mundo, considerando dados do Banco Mundial. De todos os critérios do estudo, o país só fica atrás de Madagascar, localizado na África.

Esse cenário reflete o quadro ruim pelo qual passam os brasileiros que necessitam de empréstimos em bancos e pagam caro por isso.

Neste post, vamos mostrar tudo que você precisa saber para dominar o assunto. Acompanhe e tire suas dúvidas sobre o spread bancário!

O funcionamento do spread bancário na prática

Um banco comercial funciona com base nas mesmas ideias que uma empresa comum. O processo é simples: comprar produtos a um determinado valor e vender esses itens inserindo uma margem sobre o preço de compra.

Nessa sistemática, os bancos captam recursos por intermédio de seus clientes de diversas formas, como as contas-correntes e os investimentos financeiros. No caso das contas-correntes (depósitos à vista), o banco adquire os recursos a custo zero.

Já nas situações dos investimentos financeiros, os bancos remuneram os investidores com uma taxa de juros. Nesse ponto, para gerar lucro, o banco precisa adquirir o dinheiro ao menor custo possível. Assim, os juros pagos para captar recursos é menor do que os juros cobrados para emprestar dinheiro. Essa diferença é o spread bancário.

Porém, ao contrário do que alguns veículos de informação mostram, esse não é o lucro do banco. De outro modo, essa diferença é entendida como o faturamento da instituição financeira.

A partir do faturamento, o banco paga as contas de suas operações e só aí obtém seu lucro.

A composição do spread bancário no Brasil

O primeiro item é a estimativa de inadimplência, que representa uma projeção dos analistas do banco em relação aos empréstimos feitos pela instituição financeira que não serão pagos. Para que não falte dinheiro para os clientes, os bancos fazem uma reserva técnica.

Em segundo existe a reserva compulsória, um depósito obrigatório junto ao Banco Central. As instituições financeiras devem depositar cerca de 40% de todo o dinheiro captado em depósitos à vista.

Os impostos são as exigências fiscais cobradas pela Receita Federal e também compõem o spread. Alguns exemplos são o Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), entre outros.

Os custos de operação dos bancos também compõem o spread bancário. Esses valores envolvem, por exemplo, os salários dos funcionários, a manutenção de agências e caixas eletrônicos, publicidade e investimento em tecnologia e segurança.

Por fim, o lucro dos bancos também é proveniente do spread. O planejamento estratégico define um valor percentual dos lucros sobre o faturamento. Nesse caso, os gestores devem adotar estratégias para atingir esse objetivo.

O spread bancário não é a melhor escolha

O Brasil tem o segundo maior spread bancário do mundo e é bem verdade que o lucro dos bancos é bastante grande, mesmo diante da crise econômica que o país enfrenta.

Nesse sentido, empréstimos bancários não se mostram como a melhor opção para os brasileiros, pois os valores recebidos nos investimentos são bem menores.

Uma alternativa para isso é evitar o crédito bancário, buscando pagar contas à vista sempre que possível, negociando descontos. Outra forma de escapar do spread bancário é negociar pagamentos no cartão de crédito, pois você ganha um prazo e não precisa pagar juros. Além disso, outras opções de empréstimo se mostram mais vantajosas.

Este artigo mostrou tudo sobre o funcionamento do spread bancário com foco no Brasil. Sintetizando, o spread é o faturamento dos bancos e inclui diversos itens em sua composição, em especial o lucro.

Como o Brasil tem um dos maiores spreads do mundo, isso acaba refletindo nos juros dos empréstimos, que – cada vez mais – ficam caros.

Entendeu bem o que é e como é composto o spread bancário? Deixe um comentário para nós contando o que achou!

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